Programming 1 na UoPeople – Debugging

E já se foram alguns cursos compartilhados aqui desde que comecei a série de textos sobre a University of the People. Testei formatos diferentes procurando manter a estrutura mais ou menos coesa: linhas gerais do curso, pontos fortes, fracos, desafios e dicas gerais. O objetivo sempre foi lançar uma luz no caminho, não mostrar os detalhes do trajeto.

Parte desse esforço é egoísta. Cada postagem me força a revisar o curso e isso me ajuda a internalizar o que estudei. É também uma oportunidade de refletir sobre o que aprendi, e, principalmente, sobre como eu aprendi. Esse é o aspecto mais interessante do processo de aprendizado, na minha opinião. O “como” e o contexto. É entender o que está acontecendo no mundo enquanto aprendo determinado tópico e como isso afeta esse processo de internalização do conteúdo.

É um equilíbrio difícil. Ao criar um espaço público para compartilhar as minhas ideias, estabeleço invariavelmente um compromisso com o mundo externo. Preciso ser compreendido pelos outros. Não estou falando sozinho. O ato de compartilhar envolve ação e reação. É um ciclo que se retroalimenta. Abrir-se para o mundo envolve risco. E de que vale se arriscar se não for de corpo inteiro? De que vale se manter na zona de conforto no meio do desconhecido?

Essa postagem é sobre o curso de Programming 1 na University of the People, mas não de uma forma óbvia. Dessa vez não vou falar sobre o syllabus do curso, nem sobre os discussion forums, ou sobre os learning journals. São tópicos pontuais que podem ser escritos por qualquer um e já são publicados com prazo de validade limitado. Pouco significa falar que programamos em Java, que utilizamos Netbeans como IDE, ou que os Programming Assignments possuem 25% de peso na nota final. Isso foi assim há um ano atrás.

O objetivo-chave é o que podemos fazer de prático com esse conhecimento. É responder no quê Programming 1 acrescentou na minha vida. É explicar quais ferramentas adquiri para contribuir com algo, nem que esse algo seja um único grão de areia no castelo da humanidade. Programação Orientada a Objetos, Herança, Polimorfismo, Classes, Interface Gráfica e Estrutura de Dados: o que significa tudo isso para o mundo atual?

Nesse processo de reflexão pessoal é fácil deixar o pessimismo dominar tudo e revelar a resposta mais horrenda de todas: Eu não sei o que tudo isso significa. Entendo os conceitos. Aprendi ao longo do curso sobre estes e tantos outros tópicos considerados “essenciais”. É isso que Programming 1 cobre. Tópicos básicos sobre programação. Mas isso não significa nada sem objetivo. É como olhar um martelo e entender que ele serve para bater um prego, mas nunca utilizá-lo.

Eu faço aqui um convite e uma provocação. De agora em diante só vou falar enquanto bato o prego.

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