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Tóin

Desculpas ao símbolo

Não é pessoal. Ou melhor, é totalmente pessoal. Rejeito em você o que rejeito em mim. Rolou essa coisa de sermos muito parecidos. Para alguns isso é sorte, para mim é doloroso. Feridas abertas sendo tratadas.

Hoje usei todas as minhas forças. Eliminei. Expurguei. Espremi. O pus está saindo. O inchaço cedendo. Dor tolerável. Tratável. Compreensível. Para mim é e isso me basta.

Estou leve.

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UoPeople

Programming 2 concluído e uma dica

Após longa ausência volto para escrever sobre este que é considerado um dos cursos mais difíceis da UoPeople: Programming 2. O terror dos estudantes de Ciência de Computação e alvo constante de perguntas sobre o conteúdo das matérias, quanto tempo investir por semana e como se preparar. Vou tentar, como sempre, abordar tudo isso de forma resumida. Acho que detalhar demais não é produtivo, mesmo porque o conteúdo do curso pode mudar com o tempo. A ideia aqui é compartilhar o conceito do curso e como ele se encaixa no todo de Ciências da Computação.

Seguindo o modelo de Programming 1, trabalhamos com a linguagem Java. Este curso é basicamente uma continuação, um aprofundamento do que aprendemos desde Programming Fundamentals, usando progressivamente os conhecimentos adquiridos para seguir adiante. É nesse ponto que reforço o que falei em postagens anteriores: preste muita atenção nos conceitos básicos! Não há revisão dos fundamentos durante o curso. Pegue suas anotações dos cursos anteriores e revise, preferencialmente antes de começar a unidade 1. 

Em Programming 2 exploramos recursão, estruturas de dados e alguns frameworks disponíveis em Java. Dá para perceber que adoro analogias, e a que faço aqui é que deixamos aos poucos de focar no “trabalho de pedreiro”, executando tarefas focadas e específicas, e passamos para o de projetista, olhando o todo e procurando organizar as diferentes partes de um programa de forma mais robusta possível. Isso fica evidente já na escolha do IDE, migrando do Netbeans para o Eclipse, que possui muito mais recursos e funcionalidades. O uso de Javadoc é requisito básico em todos os exercícios, tornando o uso de comentários claros e compreensíveis uma obrigação e não mais uma recomendação. Logo nas primeiras unidades o foco em Exception Handling (try.. catch) é um aspecto tangível que reforça o que estou apontando.

Conforme as unidades avançam ocorrem várias epifanias, pelo menos foi assim para mim. É maravilhoso ver as peças dos aprendizados anteriores se encaixando em novas figuras, que por sua vez se tornam novas peças e são utilizadas em novos aprendizados. É tão bonito quanto desafiador, e aí está a parte complicada de Programming 2. É o primeiro curso que toca em Análise de Algoritmos, com a notação Big-O, análise assintótica, logaritmos e exponenciais. Para os enferrujados em matemática chegou a hora de tirar as apostilas do colegial da estante, ou mergulhar nos excelentes vídeos do Khan Academy para refrescar a memória.

Nenhum desses conceitos é dado de forma isolada. Recursão e análise de algoritmos tornam-se ferramentas importantes para explorar o conceito de estruturas de dados, tanto de forma abstrata (Abstract Data Types) como implementações específicas (BinarySearch, Linked Lists, Binary Tree). Para quê, quando, onde, como e porquê utilizá-las, assim como avaliar qual estrutura é mais adequada para resolver determinado problema. 

É claro que cada item citado acima dá um curso próprio, e de fato é isso o que teremos mais para frente. Análise de Algoritmos e Estrutura de Dados são tópicos que tomam apenas uma unidade em Programming 2, mas que são também cursos completos mais para frente. Isso porque tanta gente considera esse curso difícil: são vários assuntos complexos juntos e apresentados pela primeira vez. Nesse contexto tive a sorte de ter um ótimo instrutor, Sonnie Avenbuan, que participou ativamente do fórum do grupo, dando dicas valiosas e estimulando as discussões. Ter um bom instrutor fez muita diferença.

Se você está lendo isso com ansiedade, calma, que é só o começo. Agora vem a crítica ao curso, pelo menos em como ele estava estruturado no início de 2018. Ao longo das unidades tratamos das bibliotecas disponíveis em Java. A premissa é boa e faz todo o sentido: não reinventar a roda. Várias estruturas de dados são frequentemente utilizadas e funcionam bem. Devemos entendê-las, mas não é necessário reescrevê-las. Para isso temos classes como ArrayList, LinkedList, Sort, TreeSet, Hashtable e tantas outras, prontas para uso. A sua caixa de ferramentas aumenta consideravelmente durante o curso. Até aí, tudo bom, tudo bem. O problema real surge nas últimas três unidades.

Sou da opinião que poucos assuntos são realmente complicados. O problema costuma estar na didática. Muitas vezes professores, livros ou cursos são mal formulados e fazem pouco para aplicar conceitos abstratos de forma tangível. Em Prog 2 sinto que vivemos os dois mundos. Há exercícios excelentes que conectam perfeitamente o tópico da unidade num projeto prático. Um exemplo é o laboratório de Exception Handling, que nos faz refatorar um código simples para torná-lo mais robusto a erros por parte do usuário. Outro é o laboratório da unidade 4 sobre a Comparable Interface, que faz um uso inteligente do depurador do Eclipse para localizar e corrigir erros em um código de busca e ordenação. Excelente exemplo de exercício prático que simula tarefas realizadas no mundo real.

Infelizmente perde-se o ritmo quando entramos na unidade 6: Files and Networking, Advanced GUI Programming. O título da unidade fala por si. Como é possível trabalhar manipulação de arquivos, redes e interface gráfica em apenas uma semana? Spoiler: Não é possível. O resultado é uma unidade confusa, com excesso de leitura, laboratórios, discussões e learning journals desconectados um do outro e a sensação de que tudo foi organizado de última hora para preencher uma lista de tópicos. Vou citá-los aqui só pela poesia: close(), flush(), streams, ServerSocket, antialiasing, canvas, icons. Tudo. De. Uma. Vez.

É quando você está exausto, na reta final da maratona, e os últimos cinco quilômetros são uma subida íngreme, que a técnica se perde e o único objetivo é chegar vivo e tropeçando até a linha de chegada. Assim são as duas últimas unidades sobre Graphic User Interface (GUI), o que é uma pena, pois o tópico é importante e conecta muito do que aprendemos desde Programming Fundamentals. Ainda assim os aprendizados profundos continuam: relação entre Programação Orientada a Objetos e GUI; composição de imagens (frame buffer) e sua manipulação pela placa de vídeo; Action, Toolbar, Buttons; o padrão Model-View-Controller (MVC) que estrutura os componentes gráficos na biblioteca Java Swing; padrões de design e sua aplicação em classes de interface.

O que salva as últimas unidades são os labs (exercícios de programação) que exploram a modificação de programas já criados. Para mim foram os primeiros exercícios de programação representando efetivamente trabalho prático na área. Isso ficam ainda mais evidente por serem exercícios sobre interface gráfica, onde observamos visualmente os resultados das mudanças e aprimoramentos no código. O exercício da unidade 6 foi um dos mais complicados do curso. A parte positiva de cobrir tantos assuntos diferentes foi a oportunidade de avaliar quais assuntos despertam mais ou menos meu interesse. Interface gráfica, por exemplo, não é minha praia. Foi bom reconhecer isso através de exercícios práticos.

Mas deixei o principal aprendizado, sob a perspectiva dos estudos, para este penúltimo parágrafo. Ao revisar minhas anotações fica claro que meu método de estudo na época era pouco efetivo. Anotei muita coisa sem saber o que é prioridade. Alguns fichamentos têm mais de 25 páginas numa unidade com 100 páginas de leitura! Isso não é razoável. O maior problema sem dúvida foi seguir os materiais de forma “linear”. Começar pelo Learning Guide, seguir para os Reading Assignments, e assim por diante. Faz muito mais sentido seguir para o Self-Quiz logo após terminar os Reading Assignments, anotar os tópicos do Discussion e do Programming Assignment e usar isso para fichar os materiais apenas nos pontos que realmente importam.

Programming 2 é um curso desafiador, mas é efetivamente o curso-base de Ciência da Computação que toca superficialmente nos tópicos centrais que serão revisitados em vários cursos avançados. É normal não entender tudo de uma vez e fazer vários exercícios sem muita ideia do que está acontecendo. Absorva tudo o que for possível, mas saiba que esses assuntos serão tratados com mais calma adiante. Não se afobe! Para facilitar, recomendo fazer Prog2 sozinho, a não ser que você estude na UoPeople de forma integral. Faça com calma e atenção que sem dúvida seu aprendizado será efetivo.

Qualquer dúvida é só comentar ou entrar em contato. Bons estudos!

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UoPeople

Abstract Data Types and Program Modularity

We have been on a long journey through abstraction since the Programming 1 course. Object oriented programming (OOP), Interfaces and Polymorphism. Abstraction (in the general concept) can be something hard to understand initially because it requires the ability to generalize a behavior and break a process down into its building blocks, detached from a specific problem or content.

The task is hard, the concept is relatively simple and the consequences are huge. We are learning that a significant part of what makes computers so powerful and one of the driving forces that are changing our modern society is this abstraction capability. Abstract data types (ADTs) come to add another tool to our understanding of how these machines function and how they adapt so quickly and seamless to the multitude of programs that we use in our everyday life.

As the book beautifully summarizes, an ADT “refers to a set of possible values and a set of operations on values, without any specification of how the values are to be represented or how the operations are to be implemented” (Eck, 2016, p.444). When I first read this sentence it did not help much because it felt too abstract. Funny. It is hard to grasp because of what I mentioned in the beginning: it requires the ability to generalize a behavior. A lot of things that we learn in our lives are given as “natural rules” and then it is hard to deconstruct them later. One good example is the Postfix Expressions subchapter. It was the first time that I saw the possibility to write an simple mathematical expression in a different order like 2+(15-12)*17 to 2 15 12 – 17 *. It is not just about having fun with the numbers, it is actually an easier way to work with them from a computational perspective. They do not require parentheses or precedence rules!

This subchapter complements the Stack and Queues concept. We might be tempted to focus on how Stacks and Queues are implemented in Java, but actually this is all about the behavior (semantics) of the data. A Stack can be thought of as a pile of dishes to clean. After dinner you keep adding dirty plates on top of another. When you start cleaning you do not remove from the bottom or the middle, you start by the top (I do like that, do not want to risk breaking all my plates by doing in a different order). It follows a policy, defined as last in, first out (LIFO). The Queue can also be simply thought of as a queue to enter a club. First in (the line), First out (in the club). Imagining using a Stack policy in a club? Not fair at all!

Everything presented above comes together in the context of programming by the fact that you separate the data structure from the policy to handle it. This is very powerful for program modularity, because you can then change and optimize the way that you handle the actual data without affecting the data itself and without having to know the details of the ADT implementation (a.k.a. encapsulation). This also gives flexibility to use and apply with ease specific ADTs in specific contexts where they might work better (Akhtar, 2011). Some algorithms work well with some data structures while others work better with the rest. Stacks for example are used in subroutine calls; Queues for others, like web server requests, processing each one in order.

References:

Akhtar, A. (2011, September 11). Data Structure & Application. Retrieved December 05, 2017, from http://datastructure-application.blogspot.de/2011/09/advantages-of-adt.html

Eck, D. J. (2016). Programming: introduction to programming using Java(7.0.2 ed.). San Francisco, Calif: Sohobooks

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Tóin

Sobre a torre de Neukölln

O tempo na torre

tempo de referência

tempo no alto

sinônimo de confiança

tempo passado

desconectado, defasado

ponteiros piscando de cansaço

tempo isolado

ignorado, desqualificado

tempo de pedra

imutável, incontestável

tempo de perda

tempo de merda

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Pois é

Meu mundo

Nada mais vai no caixão