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Política

Guernica e a Guerra do Iraque em 2003

Ressignificar o passado é algo que fazemos constantemente. Revisitar momentos históricos identificando suas consequências e desdobramentos é não só o papel de historiadores, políticos e propagandistas, mas de todos nós, coletivamente.

Hoje, sábado chuvoso, estava lendo um artigo sobre história da arte e topei com esse episódio: dia 5 de fevereiro de 2003, o secretário de Estado norte-americano Colin Powell apresentou no Conselho de Segurança das Nações Unidas as justificativas para ir à guerra contra o Iraque.

Tapeçaria de Guernica de Picasso, de Jacqueline de la Baume Dürrbach, na Whitechapel Gallery em Londres

A reprodução de Guernica, de Pablo Picasso, pendurada do lado de fora da sala de reuniões, foi coberta. A justificativa dos funcionários da ONU foi a necessidade de criar um plano de fundo adequado para as câmeras de televisão.

De vez em quando parece até que a história é consciente. Se fosse inventado acharíamos exagero.